tive há uns anos uma altura em que equacionei seriamente o suicídio. é comum na minha família os homens irem-se embora quando querem e não quando deus manda. fui chamado à vida por um amigo numa estória engraçada que me levou à psicanálise e hoje não equaciono nada disso.
como ando com a vida baralhada, muito baralhada não lhe tenho atendido o telemovel esperando por dias melhores pois detesto ser o queixinhas e o choramingas que por vezes sou. além de que tenho M. que me faz companhia, me faz rir e me faz outras coisas que não são para aqui chamadas, como bifes com cogumelos.
na sexta fui a duas inaugurações de exposições em lisboa e qual não é o meu espanto quando qual vedete sou questionado; Olha vê lá se ligas ao R que estava eu em Turim numa reportagem e ligou-me ele à procura de ti, ou, Ó António, liga ao R. que está doido de preocupação e me ligou para saber se estavas cá e se estavas com "bom ar"!
isto são mensagens de um neurótico-obsessivo diagnosticado, isto é uma grande amizade.
a minha psicanalista nesta altura dir-me-ia coisas engraçadas e eu por vezes julgo que o melhor seria tornar-me alcoolico e andar num torpor que me fizesse viver mais alienado.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
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