a felicidade não existe. existem momentos felizes que devemos absorver e saber gozar. a felicidade pode ser gozada a dois ou solitariamente sem preconceitos, claro que quanto mais arrumada estiver a nossa cabeça melhor vivemos sozinhos, claro que quanto mais desarrumada estiver mais dificil será vivê-la a dois. não sou feliz. mas sinto felicidade muitas vezes e dou-me graças por isso.
profissionalmente voltei às origens, voltei à categoria e ordenado que tive quando deixei de ser estagiário no século passado. obviamente que estou em luta, mas a cabeça desarrumou um pouco e claro que isso mexe com esses tais momentos de felicidade esteriotipada por mim. claro que me traz o descaramento, a raiva a força da razão e aquilo que faz a mudança: já não tenho nada mais para perder e isso também me traz momentos felizes.
sou feliz quando olho nos olhos do poder e expondo a minha situação digo que é injusta e contrária ao progressismo, que não me calo e que não tenho medo, que tendo cabeça, duas mãos e duas pernas, prefiro ir trabalhar para um café a estar preso às suas nomeaçõeszinhas políticas que me colacam nas suas mãos. sou feliz quando lhes digo a eles, todos de esquerda no poder e que me dizem para não me preocupar que sou diferente, que me recuso a gerir as minhas finanças pessoais como os bancos geriram o nosso dinheiro, com base em expectativas que se confundem com desejos. sou feliz quando me dizem: tem razão sôtor, vamos resolver a sua situação, dê-nos tempo. não tenho tempo meus senhores, a vida passa e não acredito em mais nenhuma...
sou infeliz quando sonho que vou passar fome, quando olho para o lado e vejo quem não consegue gritar o que lhe vai na alma por medo.
esta coisa da felicidade é um balancé que não deve ser gerido racionalmente, deve sentir-se.
sou feliz a comer cozido à portuguesa mas sou infeliz se os enchidos do dito não forem bons.
sábado, 18 de outubro de 2008
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2 comentários:
já há que tempos que ando para te escrever só mesmo para dizer que gosto do que escreves. Do estilo, da fluidez, da clareza sem preconceito, da simplicidade mas, ao mesmo tempo, da complexidade de alguns conceitos!
Abraços,
obrigado altar
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